quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Nunca...




É um dia lindo num clima ameno de outono. Ele está ali com ela e se perde no olhar amendoado imitando perfeita pintura impressionista. Os cabelos soltos ao vento ondulam a cada chance de se mostrar e debaixo dessas madeixas há um enorme e sincero sorriso convidativo. Claro que mal consegue se manter em seu banco de praça, cada olhar dela é um convite á felicidade sem muita explicação.

Faz pouco tempo que ela está em sua vida, pode se dizer que é amor novo,mas já está enraizado demais pra ser retirado, ou sublimado. Ela lhe faz um bem indescritível, de certa forma mantém domados os seus demônios, impedindo que ele estrague (ainda mais) sua via e é claro, também a dela. Completamente alheia a tudo isso ela permanece bailando na grama falha com ar de criatura intangível. E ele ainda enfeitiçado por sua beleza, leveza e simplicidade.

Agora lá no fundo possui medo primal. Prefere até mudar de pensamento se lhe vem à mente a possibilidade de perdê-la. E o mais curioso é que nunca sequer poderia imaginar a ínfima possibilidade desse ser fazer parte de sua vida. Claro que não! Estável, rumando pra outra direção, viu-se atraído por ela em tamanha força motriz que poderia tirar enormes planetas de suas órbitas. E foi o que fez... ela o retirou de seu eixo e gerou sua própria atmosfera num novo mundo outrora caótico.

Nunca um pai amou tanto sua menininha!

Wendel Bernardes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Aqui escreve-se sobre ficção, ou sobre fatos à luz da mente do escritor. Assim sendo, cada um deles pode ser tão real quando uma mente pode determinar.
Seus comentários serão bem vindos se não forem ofensivos.

Ocorreu um erro neste gadget