quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Coisa de Criança.



Acordou e quando abriu a janela sentiu cheiro de mato molhado,
Desceu rápido, lavou o rosto e voltou pra janela pra sentir a chuva.
Ficava horas ajoelhado na cama da bisa, sentindo a fresca brisa,
E os respingos da chuva na face.

E se a chuva se intensificava, gostava de ver as poças d’água se formando
E algumas bolhas flutuando.
Em sua cabeça avoada, fantasiava que as bolhas eram naves numa invasão intergaláctica, e as gotas de chuva, mísseis destruidores.
Pow... Lá se foi mais uma!

As horas se desdobravam e ele ali ficava até que a chuva parasse, ou até que alguém dele sentisse falta.
- Vem almoçar, menino, nem café tomou!
Fechava a janela como que querendo proteger seu pequeno mundo real lá fora do mundo fechado aqui dentro
Torcia pra chuva prosseguir pra ver quem venceria a guerra contra os aliens...
Coisa de criança.

Wendel Bernardes.



8 comentários:

  1. É incrível a imaginação de uma criança, acho que eu tivesse o hábito de escrever quando era uma teria feito as minhas melhores estórias.

    Muito bom todos os seus textos!! Você sempre consegue me surpreender ^^

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    1. Olá Juliana.
      Hoje ainda há tempo para começar a escrever sobre seus momentos. A vida é tão preciosa que, quando a vemos sob o prisma da literatura, encontramos beleza até nos momentos mais singelos.

      Muito obrigado por suas palavras, volte sempre que quiser, ok?

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    2. Eu já tento escrever um pouquinho, só tenho que criar o hábito de andar com um bloquinho para anotar sempre que tenho uma ideia...

      Pretendo continuar voltando sempre!! (:

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  2. Ai...sinto saudades de quando eu era criança...sinto saudades de correr,brincar...Eu sinto o cheiro, acredita?
    Sinto falta da época em q minha única preocupação era ser criança !
    Bj, Aurélio.

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  3. Claro que acredito, Ingrid...
    Quando escrevi esse texto estava sozinho no quarto, todo trancado por conta do ar-condicionado (tava um calor sinistro lá fora ... kkk), e o cheiro que me veio foi o da chuva.
    Exatamente na mesma hora me lembrei dessa fase da minha vida e a escreví.
    Foi tudo tão intenso que ao terminar, fui até a janela pra ver se chovia.... (incrível, né?)

    Também sinto falta - não exatamente da época, mas - de momentos que às vezes ao fechar os olhos, ainda me arrebatam. Acho que é isso que tem me feito prosseguir, sabia?

    Beijo!

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  4. Aurélio, querido, passei por aqui.

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Aqui escreve-se sobre ficção, ou sobre fatos à luz da mente do escritor. Assim sendo, cada um deles pode ser tão real quando uma mente pode determinar.
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