sábado, 25 de fevereiro de 2012

Lembranças do Futuro...



Quando abriu seus lindos olhos verdes amendoados, a bela jovem de 22/23 anos continuou quietinha na cama, ajeitada desajeitadamente, com as pernas em forma de ‘quatro’, mania herdada de papai.

Uns minutos depois se levantou e antes de tudo ligou o PC. Era mais ou menos 10:00 e o sol já brilhava com tanta intensidade... Um belo sábado, 22 de Dezembro. O termômetro fervia. Da janela do pequeno apê que dava para a rua, notou um turbilhão de gente que se acotovelava buscando mais uma grande promoção de natal. Fazem jus ao que dizem dos brasileiros, deixamos tudo pra última hora... pensou e riu sozinha; quem sabe do povo de onde faz parte, quem sabe de sí mesma.

Ajeitou a longa cabeleira encaracolada cor de mel e pôs cachos atrás da orelha, como mamãe faria... “Mamãe...” lembrou dela de estalo!
Quando checou seu celular havia mais de dez chamadas perdidas, dois SMS, um correio de voz e um e-video, todos da mulher que ela mais ama na vida, também... só poderia ser assim, coisa de mãe e filha!

Era seu aniversario e mamãe jamais deixaria essa data passar sem lembrar, mesmo estando tão distante. Ela ganhou bolsa pra medicina em famosa instituição de ensino da maior cidade do país. Estava ainda se ambientando em Sampa. Aquele seria seu primeiro aniversário e natal fora de casa.

Quando checou sua caixa de correio notou duas cartas endereçadas a ela por seu irmão mais velho. Uma era um lindo cartão digital de natal com fotos da família e da infância dela, adolescência dele.... imagens em 5D de festas da família quando ainda eram quatro. O outro envelope, uma carta de aniversário escrita a mão (coisa difícil de se ver em pleno 2022), de cunho bastante emocionado que terminava com a seguinte frase; “Te amo, filha...” era assim que seu irmão a chamava desde quando ele tinha uns 10 e ela não passava de bebê de colo.

Pegou uma caneca de café e sentou-se em frente ao computador onde as lembranças fizeram-na achar dois velhos e desusados blogs, um de tom escuro, outro com cara de pergaminho...  Ambos continham fotos peculiarmente familiares
“Papai...”

Procurava naqueles sites antigos por algo escrito num 22 de Dezembro de 20 anos atrás e ao achar ficou muda. As lembranças vinham como que em ondas num maremoto de recordações profundas e únicas. Era impossível não chorar diante da saudade de seu velho agora não mais ‘aqui’. Os pensamentos lhe faziam perceber que ele, ausente hoje, foi também muito ausente antes...

Mas estava feliz em saber que era amada por sua família ‘perfeitamente imperfeita’ e que seu futuro, com ares de boa moça, havia sido traçado a base de muita intercessão e não pouca força humana.

Viu fotos, leu textos de papai, ouviu as mensagens de mamãe, guardou as missivas do irmão. Então uma frase antiga a fez chorar (mais uma vez). Era do saudoso pai, que escrevia em sua homenagem no seu Blog:
“Minha Estrelinha,
Meu amor por você é como uma árvore,
Mas o amor de Jesus por você é toda uma floresta...”

Essa frase, que o irmão também lembrava, era dita quase que diariamente antes de dormir e agora, ela não se sente mais tão só mesmo tão longe, pois sabe que além de sua família, pode contar com Aquele que lhe ama e que lhe acolhe nesses momentos únicos de vida.

Ouviu a buzina vinda da janela dos fundos. Era um rapaz alto, magro, moreno, simpático (e com um cabelo esquisitíssimo) que numa moto a aguardava descer para passar o dia junto dela, passeando ao sabor do vento.

Ela enxugou as lágrimas, deu meio sorriso e pediu uns minutinhos a mais... estava 'atrasada, igual a mamãe', pensou. Ao sair minutos depois, olhou o céu, jogou um beijo pro sol e saiu pra comemorar a vida com agora 23 anos...

Estava feliz e sabia que tudo correria bem enquanto confiasse nos ensinamentos de sua gente.
Seu nome é Sarah e ela não é mais um bebê, mas em seu coração sempre será a pequena de seus pais e de seu irmão.

Na lembrança dos vivos, ainda está seu chorinho de bebê e seu cheirinho de flor...
'Te amo, filha...
Parabéns pelos seus (agora) dois aninhos de vida,'



P.S.
Esse texto tem pelo menos três meses e fora escrito pela ocasião do aniversário da minha Sarinha e seria postado em meu Blog antigo, mas como alguns sabem ele foi desativado em meados de Dezembro último (portanto, antes do aniversário da minha pequenininha, que é no final do mesmo mês). Esse texto me leva às lágrimas sempre que leio e mesmo passando a data, não passou sua importância dele pra mim.
Grato.

Wendel Bernardes.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

As Lendas de Ekklésia: O Encontro.



Há muito tempo, num lugar um pouco distante daqui, havia um grande Príncipe. Ele era muito mais do que um simples ‘príncipe encantando’, na verdade Ele era o próprio conceito de que um príncipe deveria ser. Franco, honesto, humilde e popular.

Era alguém extremante apaixonado por seus súditos, mas estava distante da idéia do príncipe convencional. Não se vestia com o luxo dos trajes reais; na verdade, suas roupas pareciam-se mais com as que os pescadores, ou os carpinteiros usavam. Roupas de operários; verdadeiros trapos na visão de alguns!
Não montava um belo corcel branco, com crinas esvoaçantes e galopadas trovejantes.  Usou vez ou outra jumentinho novo, com passadas leves e jeito manso, aliás, como seu Amo e Senhor.
Mas numa coisa, Ele não destoava dos outros príncipes. Estava em busca de Sua amada, de Sua futura bela princesa.

Ela era plebéia e estava ‘desamparada’ por assim dizer. Não vivia trancafiada em calabouço fétido com correntes nos pés. Não estava aprisionada em torre alta, inacessível, tendo por companhia ratos e morcegos. Não era refém de trolls ou cíclopes. Alguns acreditavam que esteve à mercê de um dragão maligno, e isso não posso negar, não deixa de ser verdade, mas essa futura princesa estava mesmo era nas ruas, atribulada, sofrida, errante. Estava nas casas de família, nos bordéis, nas esquinas, nas escolas, ou no poço de Jacó. Estava enferma, coxa, manca, aleijada. Estava triste, estava só.
Perdida em si mesma, desesperançosa e carente de Amor.

Houve momentos em que pensou em se aventurar nos braços de outros príncipes. Houve momentos em que acreditou que seu Prometido não passava de uma lenda. Um belo e utópico mito que os velhos contavam para que os jovens não perdessem a esperança no futuro e na vida.
Mas então, a velha profecia se cumpriu e o Noivo Príncipe encontrou sua Noiva plebéia.

Foi um breve momento numa eternidade plena, mas bastou! A esperança havia voltado ao coração da pobre princesinha. Uma explosão de contentamento, misturada aos flashes de tudo que os antigos lhe contaram por séculos veio à tona.

Ele era tudo que lhe disseram e muito mais!
Embora tivesse um rosto comum; nem lindo, nem feio, porém sofrido, pois era homem de dores: ela o via com rosto cintilante, pés como o metal polido, cabelos alvos como a lã, corpo de guerreiro invencível, palavras cortantes como espada flamejante.
Ele era gentil, amável, puro, simples, mas ela também o enxergava nobre, poderoso em seu Reino e glória. Embora plebéia, possuía uma visão Dele, que nem os nobres poderiam ter, pois Ele para ela era sem preço, um Ser de inigualável envergadura.

Ele veio para cumprir a profecia, que dizia que deveria haver um sacrifício pelo resgate da princesa do povo e assim o fez. Aqueles que se sentiam ameaçados por sua grandeza a Amor mataram-no cruelmente. Seu sangue escorreu e lavando a todos os que ouviam (e os que não ouviram) de sua morte. Tanto sangue jorrou, que não tendo mais o que verter, doou água de si mesmo.

Ao final, cônscio de seu destino e tomado pela dor, clamou ao seu Pai Poderoso num brado que ecoou com voz de incontáveis vidas e disse: “Está Consumado”!

O dia se fez noite, o sol tornou-se trevas, os mortos voltaram à vida e levantaram das tumbas (coisa que fez em vida, porque não o faria na morte?), barreiras naturais e espirituais foram ao chão... A morte trouxe vida e liberdade à princesinha.

Embora só (fisicamente falando), estava certa que Ele, com Seu poder extremo, ressurgiria dentre os mortos e a levaria para casa. Depois de três longos e sufocantes dias, a princesinha viu com seus próprios olhos o Príncipe renascer. Antes de voltar aos seus domínios Ele disse à Sua Amada:
“Prepare-se amada minha... vou ao meu Pai para lhe preparar lugar que lhe foi profetizado desde os séculos, mas é preciso que esteja apercebida. Agora como minha princesa é necessário que se adorne, que use meus perfumes, que se purifique e busque dentro de si tudo que lhe ensinei e lhe deixei...
Vou mas volto logo para lhe buscar e esse enlace será a coisa mais inigualável, mais pura e linda que homem ou anjos jamais viram. Cuide-se, já venho... e te levarei para ser minha rainha... Eu te Amo princesa!”

Aquela princesinha está ainda hoje se ornando, se embelezando, tornando-se digna para o Noivo e aguardando Sua volta. Ela é feita de cada ser que ama o príncipe e ao Seu Reino e que aceitou Sua soberania em sua vida.

Ele breve vem, e está ansioso para torná-la definitivamente... Sua!

Wendel Bernardes

sábado, 18 de fevereiro de 2012

As Crônicas de Davi



Ele corria nas campinas. Estava acostumado ao vento no rosto enquanto fingia voar como os pássaros.
Costumava imitar o som dos bichos, ficava horas deitado na grama ocre ouvindo cada som, e depois, os representava com maestria.

Sua família era grande, era o mais moço de muitos irmãos. Eles estavam envolvidos com guerras e coisas assim. Ele, por enquanto, só queria correr pelo mato, sentindo o vento quente das montanhas do interior, saltar como gamos, urrar como ursos, exercitar os músculos ainda franzinos, como fazem os leões-meninos.

Papai achou que era hora de dar-lhe oportunidade de mostrar algum valor. Pensou que olhar os bichos selvagens não era boa ocupação. Vasculhou a velha cachola buscando algo que não fosse ademais austero pra menino tão afoito, tão topetudo. Pensou nas ovelhinhas do quintal.

Quando o chamou, estava com cheiro de relva misturado a terra molhada. Papai sabia que deveria confiar nele, quem sabe um dia seria alguém! Trazia nas mãos algo que papai não identificou de cara, parecia uma harpa, coisa assim, mas não era das harpas que se tocava na tenda congregacional, era mais pra algo feito a mão... se bobear, o pequeno menino ruivo era quem tinha feito o simples instrumento.

Papai perdeu minutos elaborando na mente, como ele poderia ter criado algo acerca de música, coisa que ninguém da família dominava.
As rugas de preocupação deram lugar a um sorriso discreto num rosto desacostumado a alegrias naturais. Ainda assim lhe falou sobre seus planos com as ovelhas.
Ele, quando soube que ganhara uma função na família ficou feliz, ainda mais quando descobriu que essa função seria cuidar das poucas ovelhinhas do papai.

Foi dormir mais cedo ainda que o de costume pra pegar bem cedinho na lida com as tão amadas ovelhas.
Ainda corria nas campinas, ainda imitava os animais, mas desta feita fazia também o som dos berros das pequenas e poucas ovelhas do papai. E agora, os grunhidos, assobios e urros eram embalados pelo som do instrumento singular que trazia a tiracolo.

Ali começou a cantar, e percebeu que sua voz era bela, firme, porém ainda aguda por conta de sua pouca idade.
Ficara tão feliz com as músicas que lhe saíam dos dedos e da boca que decidiu escrevê-las na mente. Repetiu incansavelmente cada verso, cada frase.
Era uma canção de louvor, e falava dos feitos dum Ser maior, que o amava e o compreendia como menino e como servo.
Também não poderia ser outra canção senão louvor, sua vida tão dedicada e livre não poderia gerar outra coisa senão lindos louvores ao Criador das campinas, dos vales, das ovelhas e dos ursos.

Falando em urso tenho que contar uma coisa difícil de crêr que lhe aconteceu.
Estava perto da campina que fica ao lado do ribeirão quando as ovelhas, já mais fortinhas e sadias, começaram a se agitar.
Quando fitou seus olhos de menino ao longo, logo percebeu figura negra e imensa, vindo na direção de seu pequeno rebanho.

Uma força louca lhe inundou o corpinho adolescente numa explosão de fúria misturada a compaixão pelas ovelhas. Medo? Nem teve tempo de pensar em medo! Correu como insano em direção ao urso!
Que estou fazendo? Pensou numa fração de segundo! Só foi notar a sandice que estava pra cometer quando já estava saltando na frente do urso.

Sentiu uma dor lancinante em suas costas, e algo quente e espesso corria por entre as costelas. Havia sido atingido pelas garras do grande urso negro! Soltou um urro que ao urso espantou! A dor que o garoto sentira era a maior já sentida por ele, talvez a maior já sentida por alguém de sua idade!

Olhou nos olhos da fera louca enquanto seus olhos agora vermelhos de fúria e dor mediam seu inimigo de cabo a rabo. Ao olhar ao lado viu apenas uma pedra; tinha no máximo uns dois ou três centímetros. Ela seria a arma que lhe salvaria a vida e pouparia a das ovelhas.

Eram apenas uns segundos que separavam a sua morte da idéia transloucada que teve. Tomou a corda que lhe atravessava o corpo onde prendia sua harpa e num gesto de pura iniciativa colocou a pedrinha num ponto certo, dirigido certamente pelo Ser maior, enquanto circulou vorazmente umas dez vezes até soltá-la certeiramente no olho direito da fera.

Depois de urro ainda maior que o que ele mesmo soltara segundos antes, a fera ergueu-se da própria altura e fez sua sombra cobrir seus cabelos ruivos. Tombou morto com a violência da pedrinha que o pastorzinho atirara!

Uau!
Não havia nenhuma outra palavra que poderia proferir!
Céus, matei um urso, nem posso imaginar!

Juntou as poucas, porém amadas ovelhas assustadas no abrigo e foi direto até papai para lhe contar a novidade. O velho patriarca ouvia a vociferação surtada do pequeno e só lhe acreditou, pois vira a ferida profunda e sangrada nas costas do próprio filho.

Curou-lhe as feridas com ungüento caseiro de pastas de figos (até os reis um dia usariam essa receita) e enquanto brigara com o filho para manter-lhe em casa até que as feridas sarassem sentiu o Deus Criador lhe falar algo nos ouvidos.

O velho deu um sorriso, agora mais confiante. Quando se virou, viu que a janela estava escancarada e ao longo o vulto daquele lindo menino que gerara correr quase sem dificuldades, mesmo ferido, enquanto saltava e tocava sua harpa caseira.

O velho, a quem a tradição chama de Jessé, pôs-se de pé, enquanto via seu pequeno sumir no horizonte.
Sua mente vagava ao som duma velha canção que falava dos feitos do Senhor Criador dos céus e da Terra, essa canção reverberava em sua alma e lhe dava ciência que Ele tem planos, e seu pequeno estava no centro deles.

Sabia que nada seria fácil, mas tinha certeza de que o Deus que ele servia um dia seria conhecido não como Deus de Jessé, mas como Deus de ... Davi!

Wendel Bernardes.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

As Lendas de Ekklésia - O Reino



Num lugar não tão distante daqui, havia um povo feliz. Eles eram herdeiros de um Reino Encantado e Maravilhoso. Era uma Cidade-País onde o sol não tem lugar de ser, pois o próprio Criador deste Reino é seu Sol de Justiça. A Cidade é como uma fortaleza intransponível, cravejada das mais belas pedras afogueadas e seus portões são como grandes e inigualáveis pérolas. Por detrás desses portões, há ruas de ouro puro, rios claros como cristal.
Os futuros súditos e cidadãos desse paraíso vivem felizes por saberem que um dia, gozarão de todo o esplendor dessa derradeira morada.


Começaram então a fazer no mundo onde estão colônias desse paraíso achado. Não eram todos ricos e abastados, mas tinham tudo em comum. Repartiam bens, comida, bebida, heranças e, sobretudo o Amor. Amor esse que herdaram de seu futuro Rei.

A cada dia esse povo feliz vivia crescendo, pois os povos e as nações dos países vizinhos, quando percebiam sua unidade, seu regozijo e Amor, migravam para tornarem-se futuros cidadãos desse Reino Feliz.

Os membros desse povo, homens e mulheres honrados, lutavam unidos para manter santa a proposta do Reino. Muitos deles, por amor à promessa foram aprisionados, açoitados, mutilados, mortos e injuriados pelos homens vis que pertenciam a outros reinos e não queriam perder seus súditos.

Mas como num milagre incomensurável, a cada cidadão morto, outros tantos surgiam em seu lugar. Como brotos místicos de árvore mágica davam cada vez mais frutos e estes eram; amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança...

Então os homens maus de outros reinos perceberam que a violência não tinha assim tanto poder contra esse povo, pois a cada afligido, mais surgiam em seu lugar. Estavam então os inimigos gerando sem saber, mais prosélitos para esse povo santo.
Criaram um estratagema infernal. Decidiram então infiltrar-se nesse povo. “Converteram-se” e introduziram seus espias nessa gente tão feliz e amável.

Pouco depois eram milhares e milhões, mas foram pouco a pouco sucumbindo às paixões dos reinos malignos. Criaram uma sucursal humana do Reino aqui na Terra, mas com suas próprias leis, com seus próprios costumes e por fim, seus próprios deuses e reis.

Centenas de anos se passaram até que a água pura voltasse a jorrar, pois os sonhos do Rei Eterno não podem morrer. Os verdadeiros súditos do Reino de Ekklésia mão sucumbem facilmente ao mal.
Eles vieram à tona as dezenas, depois as centenas até que se tornaram mais uma vez milhares e milhões. Livres afinal!

Mas estavam feridos, não eram como seus encentrais que foram livres diretamente pelo Rei, mas foram submetidos a tantas sandices que precisavam de novo experimentar da água pura e limpa que jorra do Trono.

Hoje, depois de milênios, ainda marcham na Terra, ainda usam vestes brancas, ainda aguardam seu Rei e esperam pelo Seu Reino. Estão espalhados em cada reino, em cada tribo e em cada rua... em breve, estarão em cada lar... disseminado a pureza, a felicidade e o Amor. Fazendo dessa Terra filial do Reino Encantado, mesmo sem um palácio físico, ou uma sede política, mas possuindo um Brasão Real em cada coração.

Os cidadãos de Ekklésia podem ser mortos, mutilados, espalhados e feridos, mas nunca vencidos. Esperam hoje por seu Rei, como esperavam há milênios antes. E o sonho de um Rei não morrerá facilmente. Os sonhos de Deus, menos ainda.

Wendel Bernardes.
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